Contando minha história

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Sentem-se em casa em qualquer lugar. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor e compram passagens só de ida..."

Martha Medeiros
Escritora e jornalista brasileira

Bisneta de imigrantes, filha de imigrante e imigrante... Como se pode perceber, os planos de morar em outro lugar sempre fizeram parte da minha vida.

Nasci em Petrolina (Pernambuco) e com menos de 1 ano já havia morado na capital do estado, Recife, e em Villa Adelina, na Argentina.

Durante a infância passava as férias com os meus primos franceses, que mesmo sem saber falar português, me permitiram experimentar as diferenças culturais de maneira positiva, sem as barreiras do preconceito do mundo adulto.

Assistia aos filmes da Disney e sonhava um dia poder tocar a neve... Na época driblava o impossível com a imaginação e fabricava espuma branca com shampoo, jogava no chão do banheiro e me imaginava na terra de Papai Noel.

Porém, foi aos 11 anos, na escola, que um coleguinha nascido no Canadá me despertou a curiosidade por esse país de proporções continentais conhecido pela hospitalidade e por ser formado por gente de várias outras nacionalidades.

Entrei na faculdade de psicologia e mesmo depois de começar a desenvolver uma identidade profissional no mercado, sentia “que a roupa estava ficando apertada e os sapatos pequenos”, precisava de mais espaço... Aquele desejo não cabia mais em mim... Eu queria literalmente VIVER o sonho que cultivava desde a infância.

Pensei em fazer mestrado na França, busquei informações sobre os Estados Unidos com amigos, mas o insigth ainda não havia acontecido... Eu não tinha a clareza de para aonde iria...

Depois decidi visitar terras estrangeiras. Fui para à França, Suíça e Holanda. O sentimento de “querer conhecer e viver em outros países” só aumentou...

Mas, a mudança decisiva de embarcar no projeto de morar no exterior tomou força quando eu já não era mais uma pessoa sozinha. O meu marido tomou conhecimento do programa de imigração para o Canadá como trabalhador qualificado e me lançou a proposta : “ vamos morar no Canadá? Lá poderemos ser residentes permanentes.”

Lógico que para alguns esse projeto era uma loucura e aí tínhamos que responder à sabatina :

  • Imigrar para o Canadá?
  • Tem proposta de emprego? Não?
  • Vai estudar? Não?
  • Conhece alguém lá? Não?
  • Tá doido??????

Aos poucos a busca por informações que nos ajudassem a encontrar respostas para as dúvidas foi nos fortalecendo. Durante o andamento do processo de imigração eu e meu marido fomos criando um projeto profissional sólido e, por conta do volume de informações que pesquisei, eu acabei me tornando uma referência para algumas pessoas que posteriormente imigraram com o nosso apoio.

Ao chegar no Canadá veio uma nova etapa: a minha peregrinação para encontrar emprego foi uma experiência única e que hoje me permite contar boas anedotas e dar boas gargalhadas... Também me possibilitam olhar com compaixão para outros futuros imigrantes que não têm ideia de por onde começar...

Após muitas tentativas, ensaios, erros e acertos, Deus me permitiu abraçar uma atividade apaixonante: ajudar as pessoas a se encontrarem profissionalmente.
Hoje além de trabalhar num organismo em empregabilidade, ofereço consultoria privada para as pessoas que precisam de um apoio na hora de buscar colocação no mercado profissional.
Atendo clientes que moram no Canada como tambéem aos que ainda estão no Brasil e que querem viabilizar o sonho de morar no país, sem que isso se torne um pesadelo.

Já acompanhei mais de 400 casos de integração socioprofissional e hoje estou aqui para te ajudar a formular um projeto profissional que facilite a sua integração no mercado de trabalho canadense.

Então você aceita esse desafio? Estarei à sua espera para tomar um café quentinho, conhecer a sua história e sonhos enquanto faz um lindo sol ou caem flocos de neve lá fora.

Um graaaaaaaaaaaaaaaaaande abraço,
Natalia Russo